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CONCURSO VESTIBULAR FUVEST 2011

Candidatos "Treineiros" no FUVEST 2011

Informe nº 17/2011 – 01/04/11

Considerações sobre os candidatos com ensino médio incompleto (também chamados “treineiros”) que participaram do exame FUVEST 2011.

Diante da repercussão na imprensa, nos últimos dias, a FUVEST tem a registrar o seguinte:

1) TERÃO OS TREINEIROS POSSIBILIDADE DE “ROUBAR” VAGAS DE CANDIDATOS COM ENSINO MÉDIO COMPLETO?

NÃO.

A participação no exame de primeira fase é aberta a todos os treineiros inscritos nas três “carreiras”: 299 – Treineiro de Humanas, 499 – Treineiro de Biológicas e 699 – Treineiro de Exatas. Porém, para ter acesso à segunda fase, eles devem ser classificados, à razão de três candidatos por vaga. Como cada carreira de treineiro ofereceu 250 vagas no FUVEST 2011, tais candidatos devem classificar-se entre os 750 melhores da carreira para prosseguir nos exames. Aí começa o problema, ora em discussão. As notas de corte dessas três carreiras têm subido nos últimos anos, dificultando o acesso à segunda fase. Muitos dos treineiros começaram, desde anos anteriores, a “migrar” para aquelas carreiras reais em que a nota de corte era inferior à nota de corte das carreiras 299, 499 e 699. E tal fato tem criado algumas incompreensões.

Vamos exemplificar como isso ocorre, lançando mão de uma carreira que recebesse grande número de candidatos com ensino médio incompleto – e que evitasse as três carreiras de treineiros – em relação ao número de candidatos com ensino médio completo. Para tornar mais concreto o exemplo, imaginemos que tenha existido a carreira X, de Humanas, no FUVEST 2011, com 30 vagas. Alguns treineiros de Humanas, tendo observado que a carreira X tem nota de corte baixa, optaram por essa carreira, e não pela carreira 299, destinada aos treineiros de Humanas. Como parte de nosso exemplo fictício, imaginemos que foram 150 os treineiros que “migraram” para a carreira X e, ainda, que 200 candidatos com ensino médio completo aí estão inscritos. São, portanto, 350 candidatos na carreira. Imaginemos também, por hipótese, que os “treineiros” dessa carreira obtiveram, em geral, notas mais altas na primeira fase do que os demais. Uma composição possível para os convocados para a segunda fase poderia ser: 90 (=3X30) com ensino médio completo + 60 com ensino médio incompleto que obtiveram nota, na primeira fase, acima da nota de corte, definida pelo desempenho do 90º do primeiro grupo. Nessa carreira, portanto, foram chamados para a segunda fase 90 + 60 = 150 candidatos, ou seja, cinco candidatos por vaga.

Ainda como parte do exemplo fictício, imaginemos que os 60, com ensino médio incompleto, estejam melhor classificados que os 90, com ensino médio completo, após a correção das provas da segunda fase.

Que aconteceria na primeira chamada, feita em 8 de fevereiro? Chamaríamos 30 candidatos melhor classificados. Mas todos eles seriam de ensino médio incompleto; logo, na primeira matrícula (14 e 15 de fevereiro), nenhum convocado se matricularia na carreira X. Na chamada seguinte, em 18 de fevereiro, chamaríamos as 30 pessoas seguintes classificadas para o curso, com matrícula em 21 de fevereiro. No entanto, todos ainda não teriam ensino médio completo e, portanto, o curso ainda continuaria com zero alunos matriculados, mesmo após duas chamadas.

Nesse momento, o Manual do Candidato FUVEST 2011 prevê uma interrupção nas chamadas e entram duas novas atividades no processo. Em 24 e 25 de fevereiro, funcionaram os postos de manifestação de interesse por vagas remanescentes, em todos os campi da USP e, em 01 e 02 de março, ocorreu a confirmação de matrícula na USP.

Aí começa o ponto crucial da história. Os candidatos com ensino médio incompleto presentes na classificação do FUVEST 2011 não compareceram para manifestar interesse pelas vagas remanescentes. E por que isto ocorreu? Porque eles já obtiveram tudo o que queriam no exame: 1) fazer as provas de 1ª e 2ª fases, para conhecê-las. 2) obter as notas desses exames que já foram atribuídas e estão, no momento, disponíveis no site da Fundação. Não há razão alguma para eles manifestarem interesse por algo que não terão como usufruir. O resultado é que os candidatos com ensino médio incompleto se autoexcluíram do cadastro de candidatos.

A outra atividade desse período (confirmação da matrícula já conseguida na USP) serve para retirar, do cadastro de alunos da USP, aqueles matriculados pela 1ª e 2ª chamadas que decidiram, por razões várias, abandonar o curso. Assim, novas vagas são incorporadas àquelas já (ou ainda) existentes, após a 2ª chamada para matrícula. E assim estamos prontos para as três chamadas finais.

Dessa maneira, após estes dois ajustes (candidatos matriculáveis de fato e vagas disponíveis), procedemos à terceira (dia 07 de março), à quarta (dia 16 de março) e à quinta (dia 21 de março) chamadas, agora sem a presença de candidatos com ensino médio incompleto no cadastro de classificados a serem chamados. A carreira fictícia X agora poderá preencher suas vagas, se houver número suficiente de candidatos com ensino médio completo nela inscritos. Foi o que ocorreu, neste ano, com poucas carreiras. O “prejuízo” causado a elas foi apenas temporário.

2) A PRESENÇA DE CANDIDATOS COM ENSINO MÉDIO INCOMPLETO NO EXAME AFETA O CÁLCULO DA NOTA DE CORTE?

NÃO.

No que se refere à nota de corte, seu cálculo é feito pela expressão 3V, isto é, 90, no caso de nossa carreira fictícia X. Nesse exemplo fictício, a nota de corte é a nota obtida pelo nonagésimo candidato que se declarou com ensino médio completo. Feito esse cálculo, são chamados também, para a segunda fase, todos os candidatos de ensino médio incompleto que se inscreveram na carreira, desde que tenham obtido pontuação igual ou maior que a do 90º mencionado. Portanto, é claro que a determinação da nota de corte independe totalmente dos candidatos com ensino médio incompleto inscritos na carreira.